quinta-feira, 7 de abril de 2011

O Famoso Sapinho

   Candidíase oral (sapinho)
O "sapinho", muito comum em crianças, têm como principais causadores a Candida albicans e alguns fungos similares que habitam as superfícies cutâneas. Ela se manifesta quando há uma baixa na imunidade do paciente.
Caracterizado por placas brancas, o sapinho pode aparecer na língua, no céu-da-boca e na parte interna da bochechas. Se não forem tratadas adequadamente, as aftas podem se espalhar pela boca e garganta, indo para esôfago e chegando até o estômago e pulmões. O uso de antibiótico colabora para a cura, porque pode matar as bactérias benéficas e os microorganismos infecciosos.
As pessoas com anemia têm uma grande incidência de candidíase oral pela falta de ferro. E o risco de contaminação aumenta para quem está com o sistema imunológico baixo, seja pelo aspecto congênito, seja por infecção do HIV ou por tratamento prolongado com corticosteróides. Além disso, o "sapinho" pode se desenvolver em pessoas obesas e diabéticas, com distúrbios hormonais, ou nas que sofrem de boca seca (Xerostomia). A Candidíase oral pode ainda aparecer após alguma outra doença que tenha enfraquecido o organismo, o tratamento de câncer (quimioterapia) ou até mesmo o stress.
Sinais e sintomas
Fatores de Risco
Tratamento
Alimentação adequada
Dicas importantes para você
   Sinais e sintomas
A candidíase oral (sapinho) se manifesta em lesões brancas, bem delimitadas, com aspecto semelhante ao de leite coalhado; estas são facilmente removíveis. A mucosa abaixo das lesões apresenta-se avermelhada. Pode ser assintomática ou associada à dor, anorexia (perda do apetite) e perda do paladar.

   Fatores de Risco
Período neonatal;
Neutropenia prolongada (diminuição de um tipo de glóbulos brancos do sangue);
Diabetes melitus;
Nutrição parenteral prolongada (alimentação exclusiva por soro intra-venoso);
Infecção pelo HIV.

   Tratamento
Para cuidar do bebê ou da pessoa infectada, proceda assim:
Limpe a área lesada desta forma: dilua 1 colher de chá de bicarbonato de sódio em 1 xícara de chá de água, e limpe a cavidade oral do bebê antes de cada mamada, assim como o seio materno antes e depois de cada mamada. No caso de adultos, proceda a limpeza da mesma forma, antes e após as refeições;
Preste atenção, na medida do possível, nos fatores que possam colaborar para o contágio, citados acima;
Limpe bem os objetos de uso pessoal (bicos de mamadeiras, chupetas, mordedores, garfos, copos, etc);
O médico pode indicar um antifúngico tópico e sistêmico. Se houver outras crianças em casa, evite o contágio interpessoal reservando os objetos utilizados pela pessoa contaminada.

   Alimentação adequada
Agora saiba quais são os alimentos que você deve consumir para auxiliar na cura da candidíase:
Alimentos macios e fáceis de ingerir, como sopas passadas no liquidificador, purê de batatas, suflês, entre outros;
Alho cru, por seu poder fungicida;
Carnes magras, peixes, e frutos do mar, pães e cereais enriquecidos e frutas secas, boas fontes de ferro e zinco;
Bastante líquido, em especial leite e iogurtes, que são muito ricos em vitaminas, sais minerais e valor energético.
   Dicas importantes para você
Não faça sexo oral durante o tratamento da Candidíase. Você poderá ser contaminado ou contaminar o seu parceiro.
Aftas Gengivite
Câncer bucal Halitose
Cárie Herpes
Dor de dente Periodontite

Câncer na boca.tome cuidado é mais facil desenvolve do que parece

 Câncer

 Câncer de boca

O câncer oral pode se desenvolver em qualquer parte da boca. Geralmente é achado nos lábios, língua, na parte interna das bochechas, nas gengivas, no assoalho da boca e na área atrás dos sisos. O câncer de lábio é o que registra maior ocorrência, acontecendo mais freqüentemente no lábio inferior do que no superior.

As principais causas do câncer de boca são a falta de higiene bucal, dentes fraturados, os hábitos de fumar, mascar tabaco e consumir álcool, o uso próteses dentárias mal colocadas e a radiação solar




 

  Sintomas


Observe alguns sintomas que podem lhe auxiliar a detectar o câncer:
feridas na boca que sangram facilmente e não se curam dentro de 2 a 3 semanas. São um dos primeiros sintomas a aparecerem;
ferimentos nos lábios ou na mucosa bucal, não muito profundos (mais ou menos com dois centímetros), avermelhados ou esbranquiçados, indolores ou que possam sangrar;
dor e ínguas no pescoço, perda de peso em demasia, além de problemas com a mastigação e ingestão — estes indicam que o câncer de boca encontra-se em estado avançado;
um caroço ou espessamento na bochecha, que pode ser sentido com a língua;
uma mancha branca persistente, ou placas vermelhas nas gengivas, língua, ou forro da boca;
uma sensação de que algo está “pegando” (agarrando) na garganta;
dificuldade inexplicável para mastigar, mover a mandíbula ou a língua;
adormecimento persistente da língua ou de outras áreas da boca;
inchaço persistente na mandíbula, que faz as dentaduras não se ajustarem direito, provocando dor e desconforto.

  Diagnóstico

Se for encontrada uma área suspeita na cavidade oral, uma biópsia é a única maneira de diagnosticar o câncer. Normalmente o paciente recorre ao cirurgião oral para remover parte ou toda a área anormal. Um patologista examina o tecido no microscópio, para localizar células cancerosas.

Quase todos os cânceres orais são carcinomas de célula de escamosas. Se o patologista detectar o câncer oral, o médico precisará saber em que fase ou extensão está a doença para recomendar e planejar o melhor tratamento. Testes e exames ajudam o médico a descobrir se o câncer se espalhou para outras partes do corpo. Existem ainda outros métodos para detectar a doença: são a ultrassonografia e o MRI (imagem por ressonância magnética)

 



   Tratamento


Depois do diagnóstico, o médico desenvolve um plano de tratamento, ajustado às necessidades de cada paciente. O tratamento para o câncer oral depende de vários fatores, entre eles o local, tamanho, tipo e extensão do tumor e a fase da doença. O médico também deve considerar a idade do paciente e sua saúde geral.

 

O tratamento envolve cirurgia, terapia de radiação ou, em muitos casos, uma combinação dos dois. Alguns pacientes recebem quimioterapia, que é o tratamento com drogas anticâncer. Conforme a localização do câncer, pode-se optar pela cirurgia ou pela radioterapia, já que as duas oferecem resultados semelhantes. Para a maioria dos pacientes, é recomendável fazer um exame dental completo antes de começar a radioterapia, pois este tratamento pode deixar a boca mais sensível, ficando propensa às infecções.

 

A cirurgia será aconselhável com ou sem radioterapia, dependendo da localização das lesões, quando existir lindofonodomegalia (aumento dos “gânglios”). A evolução radical na cirurgia de boca aconteceu em conseqüência das técnicas de reconstrução imediata, permitindo largas ressecções e uma melhor recuperação do paciente. No entanto, as deformidades ainda são grandes, e os prognósticos, intermediários.

 

A quimioterapia é usada em casos mais avançados, para a diminuição do tumor, colaborando assim para a continuidade do tratamento com o auxílio da radioterapia ou da cirurgia. Já nestes casos, o prognóstico é muito grave.

 

 

  Topografia anatômica do câncer bucal


Esta é a porcentagem de ocorrências do câncer por região da boca:

Lábios - 40,8%

Língua - 20,8%

Assoalho de língua - 16,7% 

Trígono retromolar - 6,9% 

Gengiva - 5,6%

Palato mole - 4,9%

Palato duro - 3,7%

Úvula - 0,3% 

Mucosa jugal - 0,2%

Vestíbulo - 0,1%


  Prevenção


Previna-se contra o câncer bucal, seguindo estas dicas:

não fumar (cigarro, charutos ou cachimbo), pois o fumo é um dos principais causadores do câncer bucal;

consumir álcool com moderação;

visitar o dentista regularmente;

fazer o auto-exame de seis em seis meses;

ter uma dieta balanceada e saudável, à base de vegetais e frutas;

aumentar a atenção no caso de homens com mais de 40 anos de idade inclusos no grupo de risco;