quinta-feira, 7 de abril de 2011

Câncer na boca.tome cuidado é mais facil desenvolve do que parece

 Câncer

 Câncer de boca

O câncer oral pode se desenvolver em qualquer parte da boca. Geralmente é achado nos lábios, língua, na parte interna das bochechas, nas gengivas, no assoalho da boca e na área atrás dos sisos. O câncer de lábio é o que registra maior ocorrência, acontecendo mais freqüentemente no lábio inferior do que no superior.

As principais causas do câncer de boca são a falta de higiene bucal, dentes fraturados, os hábitos de fumar, mascar tabaco e consumir álcool, o uso próteses dentárias mal colocadas e a radiação solar




 

  Sintomas


Observe alguns sintomas que podem lhe auxiliar a detectar o câncer:
feridas na boca que sangram facilmente e não se curam dentro de 2 a 3 semanas. São um dos primeiros sintomas a aparecerem;
ferimentos nos lábios ou na mucosa bucal, não muito profundos (mais ou menos com dois centímetros), avermelhados ou esbranquiçados, indolores ou que possam sangrar;
dor e ínguas no pescoço, perda de peso em demasia, além de problemas com a mastigação e ingestão — estes indicam que o câncer de boca encontra-se em estado avançado;
um caroço ou espessamento na bochecha, que pode ser sentido com a língua;
uma mancha branca persistente, ou placas vermelhas nas gengivas, língua, ou forro da boca;
uma sensação de que algo está “pegando” (agarrando) na garganta;
dificuldade inexplicável para mastigar, mover a mandíbula ou a língua;
adormecimento persistente da língua ou de outras áreas da boca;
inchaço persistente na mandíbula, que faz as dentaduras não se ajustarem direito, provocando dor e desconforto.

  Diagnóstico

Se for encontrada uma área suspeita na cavidade oral, uma biópsia é a única maneira de diagnosticar o câncer. Normalmente o paciente recorre ao cirurgião oral para remover parte ou toda a área anormal. Um patologista examina o tecido no microscópio, para localizar células cancerosas.

Quase todos os cânceres orais são carcinomas de célula de escamosas. Se o patologista detectar o câncer oral, o médico precisará saber em que fase ou extensão está a doença para recomendar e planejar o melhor tratamento. Testes e exames ajudam o médico a descobrir se o câncer se espalhou para outras partes do corpo. Existem ainda outros métodos para detectar a doença: são a ultrassonografia e o MRI (imagem por ressonância magnética)

 



   Tratamento


Depois do diagnóstico, o médico desenvolve um plano de tratamento, ajustado às necessidades de cada paciente. O tratamento para o câncer oral depende de vários fatores, entre eles o local, tamanho, tipo e extensão do tumor e a fase da doença. O médico também deve considerar a idade do paciente e sua saúde geral.

 

O tratamento envolve cirurgia, terapia de radiação ou, em muitos casos, uma combinação dos dois. Alguns pacientes recebem quimioterapia, que é o tratamento com drogas anticâncer. Conforme a localização do câncer, pode-se optar pela cirurgia ou pela radioterapia, já que as duas oferecem resultados semelhantes. Para a maioria dos pacientes, é recomendável fazer um exame dental completo antes de começar a radioterapia, pois este tratamento pode deixar a boca mais sensível, ficando propensa às infecções.

 

A cirurgia será aconselhável com ou sem radioterapia, dependendo da localização das lesões, quando existir lindofonodomegalia (aumento dos “gânglios”). A evolução radical na cirurgia de boca aconteceu em conseqüência das técnicas de reconstrução imediata, permitindo largas ressecções e uma melhor recuperação do paciente. No entanto, as deformidades ainda são grandes, e os prognósticos, intermediários.

 

A quimioterapia é usada em casos mais avançados, para a diminuição do tumor, colaborando assim para a continuidade do tratamento com o auxílio da radioterapia ou da cirurgia. Já nestes casos, o prognóstico é muito grave.

 

 

  Topografia anatômica do câncer bucal


Esta é a porcentagem de ocorrências do câncer por região da boca:

Lábios - 40,8%

Língua - 20,8%

Assoalho de língua - 16,7% 

Trígono retromolar - 6,9% 

Gengiva - 5,6%

Palato mole - 4,9%

Palato duro - 3,7%

Úvula - 0,3% 

Mucosa jugal - 0,2%

Vestíbulo - 0,1%


  Prevenção


Previna-se contra o câncer bucal, seguindo estas dicas:

não fumar (cigarro, charutos ou cachimbo), pois o fumo é um dos principais causadores do câncer bucal;

consumir álcool com moderação;

visitar o dentista regularmente;

fazer o auto-exame de seis em seis meses;

ter uma dieta balanceada e saudável, à base de vegetais e frutas;

aumentar a atenção no caso de homens com mais de 40 anos de idade inclusos no grupo de risco;

quarta-feira, 6 de abril de 2011

você sabia?

Segundo dados de 2003 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 30 milhões de brasileiros (ou seja, 16% da população) nunca estiveram em um consultório odontológico. Talvez, por essa razão, muita gente ainda acredite que os problemas bucais estejam limitados apenas às cáries. A boca é o órgão do corpo humano mais exposto a processos infecciosos e traumáticos. "É uma cavidade úmida, escura, bastante vascularizada, sensível a alterações orgânicas internas e a variações de temperatura e repleta de microrganismos. Portanto, muito vulnerável a doenças", explica Artur Cerri, presidente da Sociedade Paulista de Estomatologia e Câncer Bucal (Sope) e professor da Universidade de Santo Amaro (Unisa), em São Paulo.
São inúmeros os males capazes de afetar o sorriso de uma pessoa, especialmente dos mais desleixados. A falta de higiene e de cuidados essenciais com a limpeza dos dentes e de toda a cavidade bucal é a principal responsável por doenças que vão desde uma simples gengivite até tumores. Traumas e outros agentes externos também causam complicações. Dentes quebrados ou mal posicionados, restauração dentária em excesso e próteses e dentaduras que machucam provocam lesões e infecções crônicas.
Há ainda a possibilidade de medicamentos favorecerem o aparecimento de inflamações, como o que ocorre com o uso contínuo de drogas destinadas ao controle da pressão arterial e das crises de epilepsia.
A cavidade bucal não funciona apenas como alvo. Ela também serve de porta de entrada para levar encrenca a outras partes do corpo. Infecções crônicas da gengiva, por exemplo, podem danificar fígado e rins. Mas o grande perigo mesmo leva o nome de endocardite bacteriana, uma infecção das válvulas do coração que acomete com maior freqüência quem já apresenta danos no órgão. Por meio de abcessos na boca (acúmulo de pus causado por inflamações), agentes nocivos podem se alojar no coração e piorar o quadro, provocando até a morte. É por isso que pacientes cardíacos são orientados a tomar antibióticos antes de cada procedimento dentário. Esta atitude preventiva ajuda a diminuir os riscos dessa complicação.
Veja os principais sintomas, distúrbios e doenças que afetam a boca
AFTA
Também conhecida como estomatite aftosa, uma das doenças mais comuns da mucosa bucal, atinge cerca de 20% da população mundial, sobretudo jovens. São lesões dolorosas, múltiplas ou solitárias, que costumam incomodar por cerca de 18 dias. As aftas podem ser precedidas por ardência, coceira ou formigamento. As causas ainda não estão totalmente esclarecidas, mas suspeita-se que sejam relacionadas a predisposição genética, trauma, alergia, hormônios, estresse e doenças auto-imunes. O tratamento depende de cada caso. Não há cura, mas medicamentos específicos diminuem a sua freqüência e gravidade.

BOCA SECA OU XEROSTOMIA
Com o avanço da idade, as glândulas salivares diminuem a produção, o que pode provocar secura na boca e, conseqüentemente, dificuldades para falar, mastigar e engolir alimentos. A saliva fica mais viscosa, espessa e espumosa e a língua arde - um quadro que também afeta a sensibilidade do paladar. De acordo com o estomatologista Artur Cerri, o hábito de fumar e de ingerir bebidas alcoólicas, além do uso de determinados medicamentos, como antidepressivos e anti-hipertensivos, também contribuem para a redução da salivação. Além do incômodo, este problema pode trazer conseqüências mais graves. "A saliva possui anticorpos com ação antibacteriana e antimicrobiana, por isso a redução de sua produção deixa a pessoa exposta a uma série de doenças", alerta Artur Cerri. Remédios e até saliva artificial são alguns cuidados que ajudam a amenizar o distúrbio.

GENGIVITE E PERIODONTITE
A inflamação da gengiva (gengivite) é desencadeada pelo acúmulo da placa bacteriana, que se forma principalmente pela má higiene dos dentes. A região fica avermelhada, inchada e costuma sangrar. A simples remoção da placa bacteriana resolve o caso, mas se não for feita o quadro pode evoluir para periodontite. Isso ocorre a partir do momento em que as fibras e os tecidos que suportam a arcada dentária ficam comprometidos. Neste momento, sem intervenção de um especialista, há risco de perda de dentes. Vale lembrar que a predisposição genética é um fator relevante para o aparecimento.
HERPES
O herpes é uma doença infectocontagiosa, sexualmente transmissível, causada pelo vírus herpes simples (VHS), que fica latente no organismo. Pode ser contraída pelo beijo e se manifesta em situações de baixa imunidade, exposição solar e, no caso das mulheres, durante a menstruação. São pequenas bolhas, que surgem geralmente nos lábios e duram, em média, duas semanas. "Todos têm contato com o VHS na infância, mas a maioria desenvolve resistência a ele", diz o estomatologista Carlos Eduardo Ribeiro da Silva. "Não existe cura para o herpes. Porém, medicamentos antivirais conseguem amenizar os sintomas e acelerar o desaparecimento das bolhas", garante.

MUCOCELE
Comum em crianças, trata-se de uma lesão em forma de bolha, localizada geralmente no lábio inferior, causada pelo entupimento das glândulas salivares. "Muitas crianças têm o hábito de mordiscar o lábio, o que acaba causando a mucocele", explica o estomatologista Francisco Pacca, da USP, Unisa e Unicastelo. "Normalmente, é necessária cirurgia para a remoção deste tipo de lesão."

HALITOSE
Termo da medicina para o conhecido mau hálito, pode ter mais de 50 causas. No entanto, segundo o estomatologista Carlos Eduardo Ribeiro da Silva, 90% delas estão relacionadas ao estado em que se encontra a boca. Diferentemente do que a maioria das pessoas acredita, pouquíssimos casos têm origem no estômago. "Basicamente, a halitose é provocada por falta de higienização ou limpeza inadequada, sobretudo da língua", afirma o especialista. O acúmulo de alimentos forma placas brancas de origem bacteriana na superfície da língua - a chamada saburra lingual. Ali, mais de 700 microrganismos passam a produzir compostos sulfurados voláteis que liberam enxofre, gás responsável pelo odor desagradável. "Para prevenir este mal, é preciso manter uma higiene completa. A escova de dentes pode ser usada para limpar a língua, embora também existam à disposição raspadores linguais, vendidos em farmácias", orienta o especialista.
Atenção ao câncer bucal
O Brasil é o quinto país do mundo em incidência de câncer de boca, o que inclui os tumores malignos de lábios e da cavidade oral. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), do Ministério da Saúde, este é o oitavo tipo de câncer mais freqüente nos homens e o nono entre as mulheres. E, segundo as projeções para 2005, até o final do ano serão registrados no país mais 9.985 novos casos envolvendo o sexo masculino e 3.895 o feminino.

O estomatologista Jayro Guimarães Jr. explica que 95% desses tumores se desenvolvem na forma de carcinoma epidermóide. "Ou seja, aparecem como uma ferida que nunca cicatriza e cresce progressiva e rapidamente, infiltrando-se nos tecidos vizinhos", explica. O tratamento é feito por meio de cirurgia para retirada do tumor, podendo ser empregadas radioterapia e quimioterapia. Como em outros tipos de lesões cancerígenas, quanto mais precoce for o diagnóstico, maiores serão as chances de sobrevida. O grande problema, segundo o estomatologista Artur Cerri, é que há poucas campanhas de prevenção contra o câncer de boca e as pessoas costumam procurar ajuda muito tarde. "Cerca de 85% dos casos são descobertos em estágio avançado, o que dificulta o tratamento e cura. Resultado: 50% dos pacientes morrem em um ano após o diagnóstico", lamenta o especialista.
O principal agente causador do câncer na cavidade bucal é o cigarro, mas o álcool tem efeito potencializador. Nos lábios, o tumor maligno também pode ser desencadeado pela exposição ao sol sem o uso de protetores contra os raios ultravioleta, especialmente em pessoas de pele e olhos claros.
As principais formas de prevenção, portanto, são parar de fumar, reduzir o consumo de bebidas alcoólicas e usar filtro solar labial. Outra recomendação é ficar atento às feridas na região que demorem mais de 15 dias para cicatrizar. Não quer dizer que necessariamente sejam câncer, mas é preciso investigar. Ao notar qualquer lesão suspeita, procure um médico ou estomatologista.
CANDIDÍASE
Conhecida como 'sapinho', esta doença é causada por fungos e manifestada pela formação de manchas brancas e avermelhadas pela cavidade bucal (como no palato) ou feridas no canto da boca. Estes sinais atingem qualquer lugar da cavidade oral e normalmente não causam dor. A candidíase geralmente é desencadeada em situações em que há queda na resistência do organismo. O tratamento é simples e requer apenas aplicação de remédios antifúngicos.

MONONUCLEOSE
A mononucleose, causada pelo vírus Epstein-Barr (VEB), é mais conhecida como 'doença do beijo', pois esta seria a principal forma de transmissão. Depois de um período de incubação de 30 a 45 dias, o vírus tende a permanecer para sempre no organismo da pessoa. Pode ser assintomática ou apresentar sintomas que incluem fadiga, dor de garganta, tosse, inchaço dos gânglios, perda de apetite, inflamação do fígado e hipertrofia do baço. Na boca, freqüentemente aparecem pequenos pontos avermelhados na região do palato (céu da boca). Não há tratamento para a doença. Para amenizar os sintomas, utilizam-se analgésicos, antitérmicos e, se necessário, medicamentos contra enjôo.

GRANULOMA GRAVÍDICO
Durante a gestação, por causa da ação dos hormônios femininos, a gengiva feminina se torna mais suscetível a inflamações, podendo sangrar e provocar mau hálito. Esse tipo de gengivite é chamado de granuloma gravídico e requer tratamento odontológico.

SÍNDROME DA ARDÊNCIA BUCAL
Ou simplesmente SAB, é uma alteração da sensibilidade da mucosa da boca, caracterizada por ardência, dor ou sensação de coceira. A língua, principalmente em sua região anterior, é o local mais atingido. "Normalmente, a síndrome atinge pessoas acima de 50 anos. As causas ainda não são totalmente conhecidas, mas acredita-se que o seu aparecimento esteja associado à depressão", explica Francisco Pacca.